Magníficas me parecem
as mentes da pura filosofia,
que entregam, nas eras das homens,
suas mais cristalinas elucubrações.
Sem pedir devoção,
sem se julgarem potestades do saber,
adentram, a facão,
a mata das camadas da percepção,
para, do coração silencioso de um instante,
capturar os mais vibrantes sóis de forças brutas.
Solipsos, presenteiam esta humanidade forjada
com o adorno da imortalidade do vazio.
Salve Nietzsche, salve Nagarjuna, salve até Crowley, salve Spinoza,
salve Austin Osman Spare, Kenneth Grant e a Velha Serpente!
Salve Deleuze, Simondon e, claro, salve o Dom Juan! Salve, Salve Eduardo Viveiros de Castro!
Salve! Salve!
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