Aprender todos esses conceitos das tradições, da ciência, da história, e do nosso mundo, acredito que ajuda a formar um pensamento próprio e a chegar a conclusões. Porém, essas mesmas conclusões podem tanto aprisionar em crenças e abstrações quanto liberar a mente delas. No final, todos esses conceitos não são, e é nesse ponto que pode começar uma abertura para o não-ser. Por isso, as práticas repletas de simbolismos, gematria, planetas, anjos e demônios, para mim, são artifícios criados para manipular minha própria mente — uma mente onde esses símbolos estão profundamente encravados pela linguagem e transmitidos através das gerações. No entanto, ao chegar a um estado em que não se atribui mais valor a eles, torna-se difícil realizar qualquer ritual. Não sei se esse niilismo é bom ou ruim. Parece, às vezes, um beco sem saída, mas talvez seja, na verdade, um limiar. Isso poderia trazer certo poder ao se engajar em fluxos de relações, conhecendo suas estruturas, o que permite agir como s...