Dança no vazio minha alma querida! Dança a te ver recém-nascida! Descobre que és dançarina de mudo nenhum! E crias os mundos ao seu bel-prazer! Destrói-os também! Dança leve e estática onde tudo se imana! E o transcendente é mais um mundo teu. Cria de si mesma infinitos eons! Que é apenas isso na eternidade. Deixa arder o agora além dos raios de sol que na retina imperam, deixa junto a tudo isso arder o profundo abismo das infinitas eras onde podes cavalgar na fera dragão E cria que é sua sina Cria que é teu poder Cria na beira da água calma do rio Eufrates Cria na tempestade furiosa da nau que se naufraga Cria com tua mais discernida palavra o que não pode ser criado! E veja que nada é fora de si E tudo está no tempo e fora dele também. Entre o que crias e o que podes criar, esse é o agora. Se tua palavra não expressa o que pode Cala-te agora, pois é tua...