O poder, em sua essência, não é domínio,
não é a supressão de outras forças.
Ele é o movimento da vida,
a capacidade de gerar, transformar,
criar novos mundos a partir do campo das relações.
Simondon nos lembra: tudo é política.
Não no sentido de disputa e opressão,
mas como um tecido vivo,
onde cada fio é uma força,
e cada força, uma possibilidade.
Aqui, o poder não subjuga;
ele se expande, individua,
faz emergir configurações que sustentam
o equilíbrio dinâmico do existir.
Política não é a destruição do outro,
mas a mediação, o entrelaçar de forças,
a abertura ao novo,
a ampliação do possível.
Cada ato, cada escolha,
é parte desse jogo imanente,
não de hierarquias rígidas,
mas de potências que se encontram,
que se afirmam e coexistem,
criando um mundo onde viver
é sempre criar.
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