Eu sou Ninzimeki,
sacerdotisa de Inana,
não porque me coloco acima,
mas porque escuto as vozes do tempo
e caminho entre o que foi e o que é.
Reverencio Inana,
não como algo externo,
mas como força viva,
imanente,
presente em mim,
em nós.
Não me endeuso,
me reconheço.
Sou parte da teia que pulsa,
sou o que atrai,
o que une,
o que transforma.
Meu poder não é domínio,
é gravidade.
É o peso de estar aqui,
de chamar o feminino primordial
e trazê-lo ao mundo
que tanto o esqueceu.
Eu sou Ninzimeki,
e na minha voz ressoam muitas.
No meu corpo,
o templo.
Na minha alma,
o eterno.
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