Quero sugar teu ar até o último sopro,
penetrar teu corpo como se fosse o meu
e, sem rumo, me abrigar onde teus instintos ardentes se afloram.
Não peço muito, só que te rendas até a morte
à minha luxúria e ao meu ardor febril.
É um pedido justo e divino,
pois a vida vale o sacrifício,
e o amor – essa dor sublime, essa fome insaciável –
consome, destrói e purifica,
até que só reste a sombra do êxtase.
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