O que é inexplicável
é o desejo que se torna mais,
mais pelo tempo,
mais pela busca,
não se trata de amar o semelhante
ou o desejo em si,
mas de um anseio ardente,
insaciável, como as chamas
que consomem sem parar.
Assim é Inana,
que desce e sobe,
navegando entre mundos,
desafiando limites,
quebrando barreiras
para tocar o divino,
abrindo-se a cada dor,
a cada prazer,
despertando a essência
que ecoa na eternidade.
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