Se vivemos em uma insana alucinação coletiva,
deixe que eu crie as minhas alucinações subjetivas
a meu bel-prazer!
E o que é a paixão, senão uma alucinação narcísica,
deliciosa, voluptuosa e desmedida,
uma criação autêntica?
Ah, se todo apaixonado soubesse que, como Deus,
cria um universo inteiro seu!
Quando criamos, assim como o devir,
abrimos o abismo dos infernos e as clareiras do céu.
Ideais são nossas criações no furor da paixão,
e não importa a validação de outrem,
pois está tudo dado no regaço da mente de um Deus.
Imagine fazer encantos e maldições nesse torpor inebriado!
A vida, tal como estabelecida pelos homens, é essa insana alucinação,
paixão por objetos subjetivos criados por deuses destituídos
do trono da própria paixão.
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