Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2023

O sopro do Dragão

Acredito que é necessário criar o sagrado em mim mesma,  por mim mesma,  sem me prender com qualquer egrégora que me limite de algum modo.  Ser  fluída nas filosofias e na busca de minha própria compreensão, fluindo com  as marés do mar de Tiamat no amor mais doce e pleno que há,  o conhecer a si.  A cada abertura da consciência para compreensão do todo é o amor que se apresenta dissolvido em tudo.  A partir do momento que vejo algo não há mais como ‘desver’,  a cada abertura a percepção é mais sutil,  mas também, tão  mais enfática no ser.  Não deixando dúvidas, nem culpas, nem medo pois é plena em si mesma.

Seu hálito

Seu hálito doce me chega no gosta da boca. Ele é tão vivo. Cheio de fúria do mundo! Me envolve num manto sufocante para mim que dependo das sensações. Tão lascivo e flutuante, que me perco e perco,  e as vezes tenho medo e quero sair para dar tempo  de sentir. É um estado que se põe em cada célula e embriaga como vinho. Apesar de estar aqui e tendo  presença coerente, também estou do outro lado  embalada no seu fluído!

Hoje é apertar areia...

No segundo dia vi lindos passarinhos marrom acinzentado atravessando de um parreiral para outro, fazendo sons tão fofos e refinados que poderiam dizer que são de alguma família de sobrenome gringo, os Bem-te-vi's Ludwing, os João-de-barro Fulfith, ambos sobrenomes que peguei na lista de reservas do dia.     Hoje finalmente vi o maldito chiqueiro móvel que exala seu rastro pela guarita, um caminhão enorme com dezenas de porcos sujos e gordos, claro que ele podia facilmente vir aqui e hospedá-los, não são muito diferentes dos clientes que passaram, só comem um pouco mais e não pilotam o próprio avião.     Criei minha própria ampulheta quando apertei a areia da vida que me foi dada, agora ela escorre lentamente a depender do meu esforço. (Mesmo todos sabendo que a chuva pode fazer e o rio acontecer, a enchente mata tanto os ratos de São Paulo como os passárinhos de nome chique.)     Agora me meti numa escuridão que nem com a ...

Presença e geração

Estou esperando um filho,  estou aguardando sua chegada,  estou a cada respiro prevendo sua morada.  Filho meu que seja bendito fruto no meu ventre,  que seja! Que seja! A mais pura ânsia de gerar Seja o conflito reles ou monstruoso, não importa. Ei de gerar! Vou me contorcer pela minha criação, mas ei de gerar! Se meu caminho foi sem percepção até então, hoje só há caminho na geração.

Quero

Quero que me ame de forma de forma sobrenatural, que sobrepuje as convenções  morais,  que inflija as leis naturais,  que ultrapassarmos organismos mortais. Quero somente a ti! Do instante passado não me esqueci, no cérebro conservar-te,  com o corpo afagar-te Quero luxúria explícita! Filha dos desejos seus,  dono dos desejos meu,  carrasco do corpo meu. Quero tempestade e bonança!  Dar-lhe júbilos em abundância,  ser sua única esperança, e em seu sacrifício morrer fustigado.

Não consigo crer.

Não sei se foi minha criação, apesar de meus pais terem vivido a experiência religiosa em tempos diferentes cada, quando eu era criança meu pai foi fanático pentecostal e quando estava na adolescência minha mãe foi convertida. Nesse meio tempo, tive minhas próprias teorias sobre a religiosidade, mas uma coisa ficou clara. Eu não acreditava. O pouco contato com a religião católica sempre me deixou curiosa de como funcionava toda aquela cerimônia, mas não era algo meu, que fazia parte das minhas viviencias. Da mesma forma a Umbanda era vista de longe como que por debaixo dos panos. Enfim, não consegui criar um apego de crer, uma identificação com um lugar de acreditar. Mais velha conheci o espiritismo e sendo racional gostei da proposta menos colorida, mais logica. Mas depois de algum tempo cheguei no mesmo lugar. O espiritismo era um catolicismo revestido de racionalidade e cientificismo. Agora, sinto que destruí algumas crenças que mesmo negando estavam inseridas no meu sub consciente ...

Fluindo

Sigo fluindo com minha cor Nas ramificações que vem do todo! Posso não seguir. Vou acabar no Mesmo lugar, só mais fatigada. Então, se fluir o caminho te leva sem esforço, e nosso trabalho é apenas contemplar.

Ave Babalon!

Adormecida, voando no planos dos sonhos Levada nas correntes vibrantes da sua cor Deixada por si para flutuar na imensidão  Despida das vestes pueris do tempo Entregue ao sabor do que é Assim inicia na jornada a discipula de Babalon Vai sendo curada, curtida, destilada... E do molde se desfaz,  a cada novo sonho remodela  doce e cruelmente os jardins e florestas com as água caídas das cascatas imensas  banha cada pequena perola encontrada cultivando delas os mais puros  signos distintos. E do verbo surge ela  fazendo - se carne  vermelha e sangrenta até ser suspiro e eternamente verbo. Quer cor mais dona da vida? Não há de todas uma mais bela que ela o carmim arde de água e fogo no ar e na terra. Mais delicada tecelam  trançando o infinito num  Magnifico vestido vermelho para a eterna dança de gala entre os átomos e matéria escura Dança sozinha e única  somente ela  na pista do cosmos Ah que gloria! Ah que gloria!

No intervalo de um cigarro.

 Assim como é cima é em baixo!  Cá de baixo sou touro ruminando  tão previsível nos intervalos  das minhas fumadas de cigarro.  E depois de uns tragos  vem de onde não sei  um leão vaidoso e medroso  guiando desenfreado a serpente quente.  Quando chega na bituca pousa no ombro uma águia calculista.  Por fim a esfinge se pronuncia   decidida  a ser o impulso mais forte  durante a agonia do intervalo de um cigarro.

Sonho estranho.

Um casal e seus 2 filhos um menina e uma menino, foram para Santa Catarina, o marido estava fazendo testes na marinha e ficaram em uma casa humilde cedida pela marinha para se alojaram. Em frente a casinha havia uma venda com uma mesa de sinuca. Havia  algumas pessoas na venda entre elas dois homens jogando sinuca. A frente da venda onde ficava a mesa de sinuca dava bem de frente a casinha e da janelinha da casa se via bem o movimento da venda Ela levantou da cama, não conseguia dormir e tentado se apegar a paisagem da nova casa, nova vida olhava para aquela casinha que não sentia ser sua. Olhou por  não sabe quanto tempo para a janela buscando ver através do vidro a resposta para  para o vazio que sentia, olhava através da realidade. Mas no meio do seu devaneio percebeu que os homens da mesa de sinuca estavam no seu quintal procurando alguma coisa. Ela chamou o marido e notou que os homens pareciam estar pegando uma pipa. Mas assim que pegaram a pipa que caíra no quintal...

Banquete

      Eu senti a punhalada dos que estavam comigo, Agonizei perante a indiferença e o escarnio de todos. E por birra, teimosia, continuei no banquete, Até que todos nós estivéssemos fartados. Quando se perde o centro de si mesmo, Como deixar de ser você Tornando-se algo conveniente, Para adequar-se as expectativas alheias. Perdendo seu ego para inflar o ego alheio. A crueldade a que me submeti, Nunca fez sentido. Até descobrir que o banquete era falso, E que o real nasceu ali, mas era independente, E continuaria a ser real em qualquer tempo e Lugar aonde minha alma houver. Até mesmo o falso banquete Tornou-se real quando da descoberta Do banquete falso. E minha alma está voltando Aos pouquinhos, Devagarzinho, A inflar a mim. 04/06/2012  

A era do Cardume de aquário

Então o último salmão retornou  Nas correntezas aqui de dentro do meu eu…  E agora quer apenas rimar com o "Sagrado Poseidon Meu".   Ainda somos os mesmos?  Quero ver alguém achar que está passando a vida e ainda salmão, sobe a correnteza fria,  lindo peixe fora da água, uma anomalia. Novos peixes pulmonados, fomos todos enlatados a revelia, eu queria rimar com rebeldia.  Só que toda nova fonte está carregada de nada,  à margem da vida, sem valia.  Estamos na era de aquários!  Cada um no seu...  Ai que medo de ser assim lembrada!  Adaptar-se aos alheios aquários imaginários!  Ainda com medo, continuarei fazendo esses ensaios.  Pode ser que, só um pouquinho, o aquário transborde !

Sou

O dragão morde a calda  o tempo todo. O tempo todo não é nada. O dragão sopra fogo e o fogo sou eu mesma.   Eu luto com o fogo que sou eu. Eu luto com o tempo que não é nada. E não posso disso fugir,  pois sou sou feita do tempo e do fogo. Mas se do tempo e do fogo  Faco meu corpo sou além de mim. Sou movimento de energia . Sou. Sem entender coisa alguma, mas trazendo minha perspectiva da sopa onde estamos encaldados! Prefiro  saborear as caudalosas  fluências  do que não  é dogmático, preciso ser errante e retornar, preciso ser ação  a se irrigar. E mesmo ao escrever esse texto besta me enraizo  aqui e me desfacelo  diante  a idéia do grupo. E para um final compatível com a atualidade: E está tudo bem, é sobre isso.😊

Loba solitária

Sou uma loba solitária   Como de praxe ,   Não há como me suportarem e não suporto ninguém   Nada é como foi    A vida, o desejo, eu ...   Sou a versão verdadeira de todos os tempos passados   A criação é sempre minha, mesmo que tenha me perdido   Em ruelas e bueiros, me acho, sou triste, pensadora, e não quero   Me encaixar, não vou!   Tá na hora ?   Nunca vou me encaixar, nunca vou me encaixar, nunca vou me encaixar!!!!   Esqueça, não vou fazer esforço para isso   Acabou!!!!!  

Sem sentido!

Sinto que apenas sou mais do que fui e posso mais do que estou... Tedioso, tudo repetido, por isso muda-se a s drogas, de tempos em tempos tem uma nova para amortecer e fingir que tudo faz sentido.   Não faz, e nem deveria. Estamos jogados no caos da lei da ação e reação e só! É o máximo que podemos entrever. Do resto nos falta sentido e a razão, que é inexistente, pois a razão é própria da nossa maneira de pensar e catalogar tudo.  Não há nada, tudo o que conhecemos é uma criação da nossa mente.  Partindo do nada, tudo o que entendemos como existente faz parte da cognição física real que temos com o nosso entorno. E a razão faz parte dessa construção mental, ela em si, por si mesma não é, ela só é em nós.  A razão nunca poderá ser absoluta, como qualquer coisa não poderia ser. Se a medida de tudo é dado pela nossa razão, tudo está medido errado.   Hoje eu acordo em um dia novo, vejo tudo como deveria ser, minha mente já está presumindo e se adapta pois há pouca...

Só perguntas

Quebrar a quarta barreira Da sociedade, do sistema O ser é domesticado para caber no meio, o ser é criação do meio. Para ir além do que é criado no sistema e quebrar a quarta parede é necessário abstrair  o ser Para navegar além das verdades na pura sopa do devir. Um dia converto alguém !😂 Mas para a cada camada de abstração surje um paradoxo de ser observador ou observado. Quem é o sujeito? Sem o ser composto o que sobrará? Isso cria um problema para o ser social?  Para se manter social o ser é composto das camadas do meio. Onde isso levará a sociedade? A anarquia? Como permanecer na estrutura mas ver ela no todo?

Não concordo !

Se em kant o que faz vontade é não ter um propósito como fim e em Nietsche a vontade se faz  na potência contida no devir do ser, nem um e nem outro negam que essas vontades são indepedentes. Uma vontade definida pela falta de propósito ou uma vontade latênte do ser são ainda únicas pela distinção da perpectiva do ente da vontade, independentes umas das outras portanto. Mas independente, com ação própria na razão e portanto auto direcionadora, não há abstrai de incorrer nas razões donde tornou-se vontade, de para ser vontade em potência sem propósito precisar se mesclar e  ser mutada e moldada nas vontades que cruzam sua tragetória. Por isso não há como dizer una e inflexivél a vontade, mas multipla e mutante. A vontade  pensada como adjetivo do ser é rígida, inflexivél, contrária a natureza do ser. Como constituinte do ser ela mesma é moldada e mutad a nas trajetórias.

Gota que berra!

Mas para ficar maluco beleza mesmo, é pensar  que se deve fluir e mesmo assim agir... Ir na maré do cosmos e aínda na maré exercer sua vontade. Paradoxo!!! Infinitamente... Coloca casaco, tira casaco  Daniel Sam! Ou se rende e flui ... Sem vontade alguma O que é mais racional já que não temos como medir força Com o todo! Por mais birras que eu faça O  rio flui incólume, sem ser dar conta da gota que berra! E vai dar no mar, e vai ,vai ,vai. E acho que já não sou,  e comparado com meu tempo,  tantas coisas também foram, iguais...  Sei lá só tenho medo de não ser nunca mais.

Tao

Ele se olha no outro... Como se saber sem a consciência do outro? Só me torno o que sou quando o olhar do próximo me atinge. Todas as coisas são convenções que juntos formulamos. Ele é tudo se olhando no todo.

Velho e Idade

COMO DOI VIVER PARA  ALGUNS, DOI NA CARNE NO DIA A DIA,.. UMA DOENÇA CRÔNICA E OS DIAS SÃO UMA LABUTA ENTRE ESTAR COM DOR E RARAMENTE SEM DOR, TENHO PRESTADO ATENÇÃO AOS QUE ENVELHECERAM COMIGO E SINTO QUE A AMARGURA FIGURA COMO UM SANTA DITANDO SENTIDOS IGNÓBEIS! NÃO QUERO CALAR A IDADE, QUERO QUE O VELHO SEJA JOVEM OU VELHO, ELE ESCOLHE NA MENTE, E A GENTE ACEITA NA VIDA. NOSSA QUE ABSURDO! SIM ESTAMOS NUMA ERA QUE A JUVENTUDE É CULTUADA E ACHO QUE ISSO TEVE SEU VALOR, DAR UMA IDENTIDADE AOS JOVENS FOI NECESSÁRIO APÓS MILÊNIOS SENDO IGNORADOS,  E COM TODA A REVOLUÇÃO SOCIAL, INTERNET E TUDO MAIS, TEMOS HOJE UMA POPULAÇÃO VELHA, MAS NÃO IDOSA!! SER IDOSO É SE ADMITIR INCAPACITADO, E OS VELHOS NÃO SÃO INCAPACITADOS, SÃO SÓ MAIS VELHOS! E COMO TENHO NOTADO QUE NÃO PRECISO FAZER NADA SIMPLEMENTE NADA TUDO ACONTECE

Canção ?

Então o último soldado se rendeu Nessa guerra entre o mundo e eu... Ainda somos os mesmos, mascarandos de novo, e sem querer tragando um pouco desse novo entendimento como um ovo! Sem mais amigos, fomos todos enlatados a revelia eu queria rimar com rebeldia Só que todo new stream de hoje está carregado de sangue, à margem da vida, sem valia Como esgoto, olhando os sertanejos pseudos-universitários Até entendo como um gigante se faz tão pequeno Ai que medo de lembrar! Adaptar-se nos imaginários! Sim ou não, quem responde se é boa ou não essa canção?

Poetar

Amar ser quem eu sou Por muito tempo foi tão difícil Aceitar e ser quem eu sou Travestida em mundos estrangeiros Zombada pela minha própria ação Sugada e esgotada pelos meu próprios devaneios Eu sou uma puta pobre Eu descendo da senzala e do porto Seu dotô não conheci Lá na roça tinha dona Jurema que rezava para o bem ou para o mal E todos adoravam Santa Bárbara mas de cantinho Iansã bradava! E gente sem perspectiva sonha?? Sonha com o que conhece E conhece sobrevivência... Sonha em ter um bocadinho só E que Deus abençoe! Esse mar me banha até hoje, ainda que mais manso. Conhecer as suas marés é minha sina Onda vai, onda vem e me afogava e me afogo e respiro agora... Só um fôlego sagrado basta para ver acima da água Eu adoro poetar traduzir de um jeito complicado o que está dentro de mim Para que seja enxurrada em quem se poemiza. Tudo é eu aqui nesse quarto, nesse agora e não há mais presença do que essa!! Se invocava Deus, eu responderia. Eu não preciso de nada E eu nem precisaria es...

Absurdo

Como pode a gente se perceber no outro, no oposto, na diferença e disso fazer uma unidade! A alma linda e resplandecente precisa ver os opostos e associá-los... Parece para mim uma contradição terrível...Como? O absurdo da dualidade! A consciência só é quando percebe a diferença. O que acontece nesse meio tempo? Não há tempo e eu estou gritando com a a Gal: Eu sou amor das cabeças aos pés!