Depois de ter andado pelo vale das sombras por eras,
descobri que eu sempre estive aqui.
Mesmo quando não me percebia, eu ali estava,
misturada aos eus que não sou eu,
vivendo e curtindo a vida, à minha maneira.
Como quem constrói um castelo de areia para depois pular em cima,
brincando de destruir tudo,
eu sempre estive ali.
E isso é incrível!
Nas ações mais rasteiras e incongruentes, eu estava lá,
amando conhecer meus eus,
meus satélites conquistados à custa de vida,
para que eu pudesse, com isso,
me individualizar.
E é só isso. Não preciso chegar a um fim,
não preciso me desenvolver, evoluir, melhorar.
O que importa agora é reconhecer a mim mesma,
em cada segundo passado.
Eu sempre estive lá.
Eu estou aqui, finalmente.
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