Em meus sonhos
eu sou um passageiro
eu vou pelo céu preto e amarelo
Para sempre
Para sempre
Responsável!
Além dessas paragens
Estou eu
Consumida pelo fogo
Desaguada num mórbido pântano
A sugar as torrentes de ódio para abastecer
Elas são tão suaves,
reclamando da pele, do cabelo, da dor, da filha, da sorte!
A doença consumindo e a consumição da doença.
Todos tão apegados.
Mas acordada mergulho na atmosfera nebulosa
E sangro, igual a todos
Numa hemorragia por todos os orifícios e pela pele
Uma corda bamba de estar e não estar
Chora minha alma!
Chora meu pequeno espírito!
Sangra minha carne!
Ahhhhhhhh;
Abh;ahhhhhh;
Quero acordar lá ou cá!
Ou quero dormir?
Onde?
De onde eu sou?
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