Tudo no meio esotérico parece autoajuda barata, uma fórmula de autodesenvolvimento para alcançar a iluminação e, um dia — sempre um dia distante —, tornar-se um ser perfeito. Vendem o antinatural, o estático projetado no futuro. Roubam o agora e oferecem apenas uma projeção, que caminha contigo mantendo-se sempre à distância. Por que não ser perfeito já, no que se é, como singularidade movediça? Por que não largar todo o fardo do que se deve ser , esse holograma de horizonte? Sendo agora tudo, neste exato instante, potência nunca acabada.