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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Lá em cima do Piano

Fúria e honra Crime e culpa Gozo e recompensa Ciclo fechado de um singular devir. Depois de um belo beija-flor Mastigar o insípido inseto Ele regurgita o fruto do crime Nas bocas assanhadas de seus ninos. Lá em cima do piano Há um copo de veneno Que bebeu morreu O culpado não fui eu!

Possibilidade não é limite

  Escrevo de um lugar onde a possibilidade não é limite — é o velho corpo de deus, varzeando acontecimento antes de qualquer forma. Não como tese, mas como incidência. Sem isso, o entendimento tende a se fechar em conceitos que operam sobre conceitos, reproduzindo-se como regime. Não é a abstração em si, mas sua autonomização que produz esse circuito — servidão a servidão, quando o operador se toma por totalidade. A diferença que abstraímos não é falsa, mas pode tornar-se autorreferente, sustentando camadas que se alimentam de sua própria consistência. Há nisso um ganho afetivo — não como prova de erro, mas como índice de estabilização. Esse movimento é difícil de perceber desde dentro, não por incapacidade, mas porque é o próprio modo de operação do regime cognitivo. O que escapa a ele não aparece como alternativa, mas frequentemente como excesso, ruído ou aquilo que, para nós, soa como magia fantasmagórica. Não se trata de recusar a cognição, mas de situá-la: há domínios em que e...

Vazeneira

um arranjo no calendário uma mesa farta uma raiva direcionada um tédio absorvido não deixem sepultar Artemis a deusa vaza do céu ao inferno encontra corpos caídos na putrefação não proclama não separa olha no que apodrece o gesto acontece nisso basta o céu

Veja lá

Talvez o último reduto seja quando se descobre o autoamor. Essa é difícil. Sempre acho que me amo porque sou boa, porque estou sem conflitos. Autoenganação. Amar-se é uma guerra contra o universo. E você prefere ser amado ou se amar? Há aí uma enorme diferença. Geralmente achamos que se amar é ser amado, e a conta é exatamente oposta. Amar-se é lidar com a diferença, tentar se moldar a ela. É estar, em potência, sem dissimulação, fora de equilíbrios abstratos.

Saída

A única saída é uma mutilação mutilar seu juízo em quartilhões. Até que te sobre para amar uma única e singela dor. Se a diferença te compõe não espere alegrias diferença é parto rasgando seu agora! A única saída é um amor que pode se exponenciar em potência Um amor ao último que te leva a rastro uniforme e não único, mas sempre inscrito.

Sarza in novex de nori

Sarza in novex de nori Blaglusoremasso inveto acontis mati sursgruamos inverificil dea conta si hugruhunte inmortele na victa inde mortis comisereum ougs noventea subscrevaterum in cavernoso aqua langurfna micteia micteia no fera in crobos su anerofomis vaga em cognitus super leam lamictorium flamigera note ungre sonoctis invicefera anaocnte dea contes im margeade novera amabilis outacera moris inveoratus e veretus no mea sonkte muiiti libraes onferasde graunde nostra agnoratum metea a micteia in miceia no vitro in vitro per causalis abrognobilis grosmassulia in veterum soma dei Sarza in nexu noctis. Per os grave inventus est limes afflictionis. Surgimus in inverificabili, dea contra se ipsa. Irruens immortale, non victum, inde ex morte. Misericordia crescens in eo quod adhuc nascitur. Res subscriptae sunt in cavernoso. Aqua languida, mixta. Mixtio non fera in globos sub anemorphis. Vagus extra cognitum, supra legem. Lamictorium flammigerum in nocte aspera. Sono ...