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Mostrando postagens de julho, 2024

Vampira

Essa noite ela foi três vezes violada. Ela era mãe, a prima e a irmã! Vertigem e pavor  no crime embustido de amor e razão, que sufocava seu devir,  limitando, cercando.  De um se fez mais dois algozes  que  com a arma em punho não abriam mão  de levar com eles a vampira. 

Fetiche

Não posso saber o que há lá fora, e mesmo se percebo algum espectro donde sou banhada, é bem provável que  um trilhão de vieses  venham inundar minha mente que ilhada  na minha percepção preenche os vazios com imagem matéria  inerte. O que me sobra é um amor infame pelo  pequenos símbolos delírios. Fetiche, e é tudo o que tenho para amar. Amo a imagem que não sei se é matriz ou se de lá que vem. Mas só me resta amar, amar e amar.

Covil da trindade

Só há uma forma de transcender E essa está na vulva. Transcender é se entregar no caos com vontade direcionada no devir, onde os martírios em busca de redenção são apenas masturbação inférteis. A transcendência para o humano está na carne vermelha e depois purpura.  Seu reino  é percepção e dele todas as faces são uma só. Esse é o caminho que devora a mente, todos os caminhos  estão dispostos, mas só esse leva ao covil da trindade,  todos os outros vão dar em aniquilamento.

Acorrentados a existência

Há algo que todos os filósofos desde de o velho Platão dizem: Estamos acorrentados a  existência. Seja ela o que for, no espaço-tempo ou só dentro de mim. É tão cruel saber-se só em si mesmo que chega ser lindo. Dói arrastar camadas de conceitos e descobrir que não são você E dói mais procurar preencher os espaços vazios e ver que nada é você. Estou criando um buraco  Dele não boto nada, só tiro Ele se torna maior e eu me esvazio. Olho para o buraco e pressinto o abismo.

Reflexão sobre Vícios e Perspectivas de Vida Doentia

  Reflexão sobre Vícios e Perspectivas de Vida Doentia Estava pensando que vícios não existem, o que existe é uma fuga de uma perspectiva de vida doentia. O problema é que a sociedade dualista está causando cada vez mais doenças nas pessoas, todos estão desconectados com o meio e buscando se superar sempre. Essa base de pensar causa a busca externa e a insatisfação crônica. Na teoria de Jung, o Pai é um arquétipo primordial, porém, nas sociedades primitivas, a figura do pai não existia. Podemos dizer que há uma tendência do pensamento dualista nele? Pensando da mesma forma, o que podemos dizer do arquétipo mãe? Outro problema que vejo no dualismo é a posse do pai pelo filho e tudo mais. Se em sociedades primitivas o cuidado com a nova geração era compartilhado, não havia posse sobre ele como um legado particular. Era um ser livre fazendo parte do todo. Isso se reflete na maneira de buscar no além a completude, na crença de que você é responsável pelo sacrifício para criar sua alma,...

Explorando a Natureza da Existência e da Prática Mágica: Uma Perspectiva Não Dualista

  Explorando a Natureza da Existência e da Prática Mágica: Uma Perspectiva Não Dualista Na jornada de compreensão da existência humana e da prática mágica, emergem conceitos que desafiam a dualidade tradicional e convidam à reflexão sobre a natureza fluida e interconectada da realidade. Central nessa abordagem está a ideia de afetação e mutação, que ressalta a constante mudança e evolução sem um desenvolvimento linear ou progressivo predefinido. Nesse contexto, não há uma ordem fixa nem um progresso previsível, mas sim um fluxo contínuo de experiências e transformações que caracteriza a vida em sua plenitude. A perspectiva não dualista também se estende à ideia de transcendência, sugerindo que a busca por um estado final ou objetivo último pode ser uma ilusão da mente dualística. Em vez de procurar alcançar algo além do presente, a ênfase está na plena aceitação e interação com as energias existentes, reconhecendo que todas as dualidades são relativas e interdependentes. No âmbito ...

O Sacrifício e o Amor Incondicional: Uma Reflexão

  O Sacrifício e o Amor Incondicional: Uma Reflexão O conceito de sacrifício frequentemente nos remete à ideia de renunciar a algo valioso em troca de um bem maior ou futuro ganho. É visto como um ato de escolha onde se abre mão de algo para obter outra coisa considerada mais importante ou desejável. No entanto, quando observamos essa prática à luz do amor incondicional, uma nova perspectiva se revela. O sacrifício, nesse contexto, pode ser entendido como a escolha de amar apenas parcialmente, focando em um objeto específico ou em partes selecionadas de um todo maior. Essa escolha implica uma limitação, onde se privilegia certos aspectos ou interesses em detrimento de outros. É como se o ato de sacrificar implicasse em uma divisão do amor, reservando-o apenas para determinadas circunstâncias, pessoas ou objetivos. Por outro lado, o amor incondicional transcende essas limitações. Ele não exige sacrifícios, pois não faz distinções ou preferências entre partes do todo. Ao contrário, o...