O pecado não é apenas a concupiscência, a vaidade e o orgulho — todos são meros adjetivos para a falta. A falta é apregoada nos clamores em transe ou nas mais profundas elucubrações sobre o que quer que seja. Súplicas sempre vão dar em um estado que não convirja com o agora. Seja na obstinação dos shakers ou no domínio dos revezes com os quatro verbos do mago, a falta é o pecado. Ela é que te mantém submisso a um tribunal de suficiência inatingível, você — podre moral, mortal. Tua insuficiência provém do teu estado de morte, morte em vida, morte em cada suspiro, a cada célula que te abandona. Veja que, se assim for, sua própria constituição é o pecado. O conceito foi gerado do que se faz a cada instante encarnado. Não há referência para a carne a não ser haver-se enquanto carne — carnear, esse é o estado do pecado. Quer se libertar? Oh, saco de entranhas entrelaçadas, como se libertar da própria constituição? Antes de haver o logos há a carne. Esse é o Deus do Pecado, e é seu Deus prim...