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Mostrando postagens de julho, 2025

Não nascido

Das viscosidades personalizadas escapam, os que podem o supra sumo para construção do duplo. Aterrorizantes são as cavernas onde habitei por eras. Cada uma com seus monstros incestuosos se agarrando a cada pedaço de carne pendente. Monstros já familiares — e ainda assim insignificantes. Todos eles eu absorvi. Tornei-me o monstro-quimera das bestas trancisionais que, no caminho, me jorrei. Minha imaginação é bem mais capaz que qualquer horror patético de cinema. Onde milhões de cães lambem o sangue derramado por deuses descrentes — creio, sim, em minha gana! Sem retorno. Onde caminham vagantes as direções de uma multidão que é um só corpo — não hei! Hei de mim — a mim mesma — rasgando o nada com a força de um estupro que violenta a própria existência. Insanadecida de cor, vigor e mais fulgor — habito além do espaço esculpido. Habito onde nem mesmo o vislumbre ousa imaginar.

Cabular o Há

Eu sou um paradoxo incontrolável Ser é se dar ao nada e de nada ter surgido Um crepusculo eterno sempre adivindo Tão mais simples não ser nada e de nada crer- se tudo ser  Crer essa é minha sina Eu sou tão ingenua me vendo  crer em tudo, Todas as histórias são criveis  todo ato gera ato E todos os entes são tão perfectiveis em sua emanação caminhante que se olhar de perto dá para se entender onde começa a nascente  que levou a enxorrada. Ponto sem saída é o há que jaz eternamente e não há o que se faça no há. Irredutivel  instante de se haver é só... Não tarda nunca, pois só há. Então todos ser que se agarra em instantes  fabulando sua historicidade   cabula o há, adorando a fabula  e deixando de haver.