A afirmação de que a performance jamais foi capturada é, dentro da ontologia proposta neste sistema, não apenas coerente, mas necessária. Trata-se de um axioma operatório, que não responde a uma posição moral ou a uma tese sociológica, mas a uma estrutura ontogênica que antecede a forma, a representação e a história. A performance, neste campo, não é o gesto visível nem a expressão subjetiva. Ela é um índice de potência intensiva que emerge do Vórtex, atravessa o plano de forma através da Máscara Hipostática e se manifesta provisoriamente como incorporação fenoménica. Mas sua origem é irrepresentável, e seu destino não é a forma, mas a insistência. Não é linguagem como signo, mas como gesto; não é corpo como substância, mas como vetorialidade. O que os discursos críticos clássicos chamam de "captura" é, neste regime, um erro de leitura. Nada que seja intensivo pode ser capturado, apenas pode ser mal incorporado. Os regimes históricos como o Estado, o patriarcado ou o capital...