Onde a água do fogo, o fogo da água, e todas as forças que julgamos conhecer se dissolvem em um tecido convexo e reflexo. Nossas categorias — fogo, terra, ar e água — são símbolos úteis, mas ainda sombras do que é real. Criadas para o conforto de nossas mentes, elas traem a verdadeira natureza das forças: um caos sublime, uma mistura incontrolável. A tentativa de categorizar é patriarcal, antinatural. O mundo não conhece bordas, e, ao tentar impô-las, perdemos sua grandiosidade.
Nosso orgulho, nossa história, nossos feitos — tudo isso são suposições de mentes limitadas por suas próprias percepções. O agora, tão celebrado, não é ápice, mas apenas um momento em um fluxo infinito. Acreditar que entendemos o mundo é, talvez, nossa maior ilusão. O mundo é maior do que nossas categorias, maior do que nossa razão. Ele é, em sua totalidade, inominável.
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