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Mostrando postagens de agosto, 2026

Não sou de onde

Sorria enquanto te enterram todos se lamentam por sua partida. Então sorria, este é só um tempo. Caminhando no deserto, boca seca, narina ardendo, retina, imensidão irradiante. Só mais um passo, mais um... Cai e rola em labaredas arenosas, lambidas ásperas de fogo sem fumaça. Há aquilo que sente e o que é sentido e há aquilo que não faz parte disso. Eu sou o contido no orgasmo de toda e qualquer manifestação, Sou toda vacância, todo preenchimento, todo vácuo, todo ente. Eu sou rasteira, piciforme, gorgonoide, Sou sem paz, sem termo e avessa às leis! Não sou de onde.

Cavalos desejantes

 Meu ofício é adjetivação sobre a ontogênese sintática e semântica dos substantivos categóricos. Montado num lindo cavalo de fogo sintático, o fogo semântico consome a pira: Kant imperativo, Descartes subjetivante, na linhagem de Platão. Nela me ponho, mas adjetivando a geometria em textura e trazendo ao verbo o que não se define. Corpos desejantes são semânticas muito mais bonitas.