Por que minha consciência está lá e eu aqui?
Por que ela se dividiu?
Por que ela me quis aqui, nessa dimensão?
Qual o sentido dessa separação?
E se não houver separação, por que não me lembro dela?
Por que não me sinto ela?
Em meditação, falei com essa consciência. Ela disse que, por muitas gerações, procurou um corpo no qual pudesse se manifestar plenamente. Era como se eu fosse um avatar de uma ancestralidade que essa consciência reivindica nessa dimensão.
Corri por um túnel de árvores em uma floresta, com o sol entre as folhas. Havia seres humanoides ao meu redor que pareciam amigos. Em um momento, o túnel se inundou de água e tudo ficou confuso. Tentei concentrar minha atenção, pois queria chegar ao fim do túnel, e fiz um esforço para voltar. Enquanto nadava, consegui retornar ao túnel, e ao seu final cheguei a uma clareira onde uma neblina cinza revelou o contorno de um imenso dragão.
O dragão me disse que éramos diferentes, pois não estávamos presos a nenhum extrato de realidade, e que navegávamos livres entre eles. Ele afirmou ser eu e, ao mesmo tempo, meu aliado, sempre presente. Então, me mostrou um lugar onde tudo se dispersa — o nosso ninho.
Fiz novamente as perguntas do começo para ele, pois ainda não entendia por que estávamos divididos, por que eu estava aqui, sendo ele. Mas, antes que pudesse responder, minha visão se desvaneceu.
Pode ser fantasia da minha mente, mas só posso desvendar algo numa segunda atenção através dessas interações subconscientes, então acho valido anotar para futuras investigações.
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