Nesse momento, há dentro de mim uma luta,
uma disputa.
Sinto um certo desprezo pelos meus, pela limitação que eles têm para enxergar a vida e o que se diz real.
Não quero mesmo conviver com eles; para mim, seria me tornar cega novamente.
Mas sinto, em completo antagonismo, um respeito profundo pela sabedoria nascida do simples e cotidiano.
A sabedoria que não precisa de conhecimentos abstratos do mundo real, mas que tira da relação com ele a mais necessária verdade que potencializa.
Me sinto entre a cruz e a espada. Amo e odeio essa gente!
O mundo cotidiano é cheio de ilusões, principalmente impostas pelo capitalismo, e isso me enoja.
Mas, se a gente for além dessas ilusões, os seres carregam em seus atavismos uma conexão íntima com a imanência.
Alguns são especialistas nisso, e isso é lindo.
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