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Apresentação do Conceito de Metaimanência

Quero compartilhar com vocês um conceito que desenvolvi, que chamei de metaimanência. Esse termo surge como uma maneira de olhar para a imanência e suas complexidades de um jeito mais profundo. Enquanto a imanência nos fala sobre tudo o que existe contido dentro do ser, a metaimanência propõe que também precisamos refletir sobre as relações que emergem desse ser e as consciências que se formam nesse processo.


Para mim, o ser é uma unidade autosuficiente, uma pura saciedade em si mesmo. Ele não possui desejos ou vontades; simplesmente é. Essa essência do ser está além da consciência, que surge como resultado das relações estabelecidas entre diferentes estratos de ser. Portanto, a consciência não é uma propriedade do ser em si, mas uma manifestação das interações que ocorrem na imanência.


É importante notar que estamos constantemente imersos em um oceano de possibilidades que nos afetam. Essa ideia de insustentável leveza da imanência me leva a pensar que, apesar de nos darmos por seguros, estamos sempre tocados por probabilidades que nos cercam. Essa experiência nos faz perceber que somos o resultado de relações complexas entre consciências de estratos variados. Assim, essa complexidade é o que nos torna prismas únicos do ser.


Quando falo de religião, quero enfatizar que o que muitas vezes vemos como experiências religiosas ou espirituais na verdade se referem a tipos de consciência que não temos acesso devido às limitações da nossa percepção. Essas consciências são tão reais e materiais quanto a nossa, embora não consigamos sempre percebê-las. A metaimanência, assim, não busca separar a ciência da espiritualidade, mas propõe que devemos integrar ambas as esferas em nossa busca por compreensão.


Em resumo, a metaimanência me convida a refletir sobre a interconexão entre todas as formas de ser e de consciência. Ao reconhecer essa interligação, podemos expandir nossa percepção da realidade e das possibilidades que ela nos oferece. Espero que essa ideia ressoe com vocês e nos leve a um diálogo mais profundo sobre como nos relacionamos com o mundo e com os outros.


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