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A Força

 Tudo o que existe, tudo o que está, é força se autoafirmando. Mesmo diante de adversidades, o que se expressa não é ausência, mas uma manifestação diferente dessa força, adaptada às condições do momento. Como a formiga que segue em frente com uma perna arrancada, como a ave que luta para voar com a asa ferida, ou como uma pessoa com deficiência que afirma sua existência no mundo — todos continuam sendo força, justificando-se por si mesmos, sem depender de uma moral humana.


A força não se anula; ela se transforma, se ajusta. Um rio, ao encontrar uma rocha, não cessa de fluir. Ele a contorna, molda-a com o tempo, mas segue sendo movimento. Até o pensamento humano, que tenta conter ou redirecionar a força, é ele próprio uma expressão dela. Mesmo a repressão, o controle ou o direcionamento para propósitos não anulam a força; são formas dela se manifestar dentro da consciência, como se encontrasse novas maneiras de fluir.


Nada no mundo escapa à força. A vontade, o desejo, a existência são a força se autojustificando. Mesmo o pensamento que acredita conter o fluxo, na verdade, apenas o redireciona. Não há barreiras que possam detê-la, pois a força é a essência de tudo. Ela é o que está em todas as coisas, reafirmando-se continuamente, ainda que sob diferentes form

as.


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