Falemos de insetos, plantas e répteis:
Para mim são signos vivos que se comunicam comigo.
Minha eurocentricidade sabe máscarar o diálogo, mas de algum modo ancestral, atavico, a troca , a barganha, o dom flui.
Não sou da terra, sempre fui urbana, mas os signos falam além da cultura e me parecem desenhados como estampas em camisetas.
Não que os veja nos pop da vida, eles surgem vivos em cima da cama, sobre as portas, rastejantes e voadores. Baratas avermelhadas cruzando meu caminho. Lagartos em buracos em baixo do tanque de lavar roupas, bruxas encerrando ciclos na porta do meu quarto. Saber ler as viceras fluidas da imanência é se desalojar do razo da existência e em alguns instantes tocar um ato de divindade.
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