Empunho a espada da verdade,
Das línguas que correm soltas no ar.
Faço delas a história que a realidade,
No tempo, há de gerar.
O receio e o medo são duendes doentes,
Empregados na crosta da alma,
Que não pode as línguas aéreas
Manipular com calma.
Diante de todos, um tribunal artificial,
Ajusta as metas do que deve ser o ser,
E de como, no devir, pode melhor florescer.
Mas a espada da verdade está ligada ao âmago,
Que se explica na própria geração,
Pois nela não há batalhas,
Só vitória e eterna consagração.
Ela abrange tudo, domina, é essência,
Apesar de todos os pesares,
Cada vez tem sido menos os males.
Eu roubo a minha espada e a empunho com vontade,
Sem revolta, pois a revolta,
É brincadeira criancíssima, uma timonha,
Ou até mesmo imbecilidade.
Minha espada reina no cubo dos espaços,
E, pelo próprio espaço que é,
Manifesta o verbo inteiro.
Sem esforço, sem nada,
É essência do verbo,
Daquele que veio
E há de tocar a tudo.
Gerada do caos a se abrir.
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