No abismo onde tudo se dissolve,
Daat desponta como ruptura inevitável,
a aniquilação do ego, o silêncio do "eu",
um portal para o caos irreversível.
E lá está Maat,
não como moralidade, mas força cósmica,
equilíbrio que dança no fio do caos e do cosmos,
sustentando o ciclo eterno do ser.
Em Yesod, Maat também se revela,
abrupta, desestruturante,
quebrando as correntes da percepção linear,
não menos feroz que em Daat.
Mas há o Rébis,
o caminho gradual, preso à perspectiva,
uma subida que ainda pertence às formas,
à ordem que reluta em se desfazer.
Maat, porém, transcende.
dela se chega ao círculo cujo centro está em todo lugar
e cuja circunferência é em lugar nenhum.
Acessá-la é entregar-se ao infinito,
onde tudo é ruptura, criação e retorno.
Comentários
Postar um comentário