Adormecida, voando no planos dos sonhos
Levada nas correntes vibrantes da sua cor
Deixada por si para flutuar na imensidão
Despida das vestes pueris do tempo
Entregue ao sabor do que é
Assim inicia na jornada a discipula de Babalon
Vai sendo curada, curtida, destilada...
E do molde se desfaz,
a cada novo sonho remodela
doce e cruelmente os jardins e florestas
com as água caídas das cascatas imensas
banha cada pequena perola encontrada
cultivando delas os mais puros
signos distintos.
E do verbo surge ela
fazendo - se carne
vermelha e sangrenta
até ser suspiro
e eternamente verbo.
Quer cor mais dona da vida?
Não há de todas uma mais bela que ela
o carmim arde de água e fogo
no ar e na terra.
Mais delicada tecelam
trançando o infinito num
Magnifico vestido vermelho
para a eterna dança de gala
entre os átomos e matéria escura
Dança sozinha e única
somente ela
na pista do cosmos
Ah que gloria! Ah que gloria!
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