Pular para o conteúdo principal

A era do Cardume de aquário




Então o último salmão retornou 

Nas correntezas aqui de dentro do meu eu… 

E agora quer apenas rimar com o "Sagrado Poseidon Meu". 

 Ainda somos os mesmos? 

Quero ver alguém achar que está passando a vida

e ainda salmão, sobe a correnteza fria, 

lindo peixe fora da água, uma anomalia.

Novos peixes pulmonados, fomos todos enlatados a revelia, eu queria rimar com rebeldia. 

Só que toda nova fonte está carregada de nada, 

à margem da vida, sem valia. 

Estamos na era de aquários! 

Cada um no seu... 

Ai que medo de ser assim lembrada! 

Adaptar-se aos alheios aquários imaginários! 

Ainda com medo, continuarei fazendo esses ensaios. 

Pode ser que, só um pouquinho, o aquário transborde !



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Devir-Mulher: O Fluxo Essencial do Ser

Em muitas correntes filosóficas, o conceito de devir é central para entender como a vida, o ser, a matéria e o espírito estão em constante movimento. O devir é o processo de transformação, mudança contínua, que nunca se concretiza em um estado final ou estático. Mas e se, ao pensarmos sobre o devir, pudermos também questionar o que está se transformando, como ele se origina e, principalmente, de onde vem essa força transformadora? Quando exploramos o devir-mulher, como o entendo aqui, não se trata apenas de uma mudança fluida, aberta e indefinida, como nos propõem Deleuze e Guattari. O que está em jogo não é apenas um movimento sem forma ou uma transição indefinida, mas uma essência primordial, que se conecta diretamente com a própria base da vida humana e natural. O devir-mulher não é apenas um potencial de transformação, mas a própria força vital, a energia que mantém os seres e suas relações em continuidade. A mulher, nesse devir, é a representação dessa força unificadora, um elo es...

Filosofia do Irredutível

Não se trata de escolher um fundamento. Trata-se de negar tudo o que tenta ocupar esse lugar até que reste apenas o que não cede. Não é a negação como recusa. É a negação como operação. Linguagem não escapa. Se se diz que é limite da linguagem, ainda assim se diz. Silêncio não escapa. Se se apela ao silêncio, ele comparece. Indizível não escapa. Se se invoca o indizível, ele insiste como limite. Nada disso suspende. Nada disso retira o problema. Tudo isso já está no haver. Não para uma mente. Não para um sujeito que percebe. Para que haja qualquer mundo. Não há um “para quem” anterior a isso. Então não é questão de dizer melhor. É questão de não poder evitar. Há. Não como coisa. Não como ente. Não como conceito que se sustenta por si. Mas como impossibilidade de não haver. Tentar negar isso não falha. Não chega a se sustentar como tentativa. Porque a negação já opera no haver. E essa impossibilidade não é inerte. Ela não permanece muda sem consequência. Não se sustenta um haver absolut...

Quero

Quero que me ame de forma de forma sobrenatural, que sobrepuje as convenções  morais,  que inflija as leis naturais,  que ultrapassarmos organismos mortais. Quero somente a ti! Do instante passado não me esqueci, no cérebro conservar-te,  com o corpo afagar-te Quero luxúria explícita! Filha dos desejos seus,  dono dos desejos meu,  carrasco do corpo meu. Quero tempestade e bonança!  Dar-lhe júbilos em abundância,  ser sua única esperança, e em seu sacrifício morrer fustigado.