Um casal e seus 2 filhos um menina e uma menino, foram para Santa Catarina, o marido estava fazendo testes na marinha e ficaram em uma casa humilde cedida pela marinha para se alojaram. Em frente a casinha havia uma venda com uma mesa de sinuca. Havia algumas pessoas na venda entre elas dois homens jogando sinuca. A frente da venda onde ficava a mesa de sinuca dava bem de frente a casinha e da janelinha da casa se via bem o movimento da venda
Ela levantou da cama, não conseguia dormir e tentado se apegar a paisagem da nova casa, nova vida olhava para aquela casinha que não sentia ser sua. Olhou por não sabe quanto tempo para a janela buscando ver através do vidro a resposta para para o vazio que sentia, olhava através da realidade.
Mas no meio do seu devaneio percebeu que os homens da mesa de sinuca estavam no seu quintal procurando alguma coisa. Ela chamou o marido e notou que os homens pareciam estar pegando uma pipa. Mas assim que pegaram a pipa que caíra no quintal os homens perceberam a mulher na janela e voltaram-se em direção a casa. O marido levantou de sobre salto e correu pegar a arma calibre 32. Ele atirou contra os homens antes de aproximarem muito e pareceu que tinham fugido com o barulho dos disparos. Logo, o homem voltou a dormir, mas a mulher não conseguiu dormir. Ela foi até a porta tentando encostar algo que bloqueasse a entrada já que a porta não tinha fechadura. Tentou uma cadeira, e mais algumas coisas mas nada dava certo. Embaixo da porta viu a trava de metal que corria para as laterais mas não encaixava no furo para travar. Mexeu, mexeu até conseguir encaixar depois de usar tanta força até quase se exaurir. Assim, sentido -se mais segura foi juntando as ferramentas que usou para ajudar na empreitada de travar a porta. Se deu por satisfeita.
Mas já ia dormir quando ela viu algumas pessoas pela janela. Umas 5 pessoas, entre homens e mulheres. Que queriam falar com ela, faziam sinal para ela pela janelinha. Ela abriu a janela e eles disseram que ouviram os tiros. Ela já assustada perguntou se era perigoso continuarem ali. E eles falaram que deveriam ir embora o quanto antes! Uma senhora de meia idade de cabelos pretos lhe chamou a atenção, tinha uma expressão de desdém, mas mesmo assim estava lhe avisando para fugir, quase que como uma ameaça. Eles apontaram para um bar e mostrando que os mesmos dois homens que fugira, agora novamente bebiam no bar.
A mulher com cara de desdém, falou: Eles estão vindo! E lá vinham em direção a casinha. Apavorada, a mulher acordou seu marido e filhos num desespero indescritível. Enquanto o marido corria para enfrentar os homens. Ela tentou colocar as crianças pelas janelas fugir mas estavam cadeados. Ela ouviu espancarem seu marido em desespero enquanto agarrava os filhos para proteja-los.
O corpo da mãe foi jogado a beira mar em uma fogueira para queimar. Mas a senhoras das águas dele tomou posse e com uma enorme onda levou para o meio das águas. E do suplico da mãe o demiurgo devolveu também as águas os dois filho amados. O pai também foi devolvido, mas o demiurgo caprichoso devolveu sem uma parte. E agora esse homem não tinha razão, e lutava a todo momento uma guerra contra o nada.
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