
Agonizei perante a indiferença e o escarnio de todos.
E por birra, teimosia,
continuei no banquete,
Até que todos nós estivéssemos fartados.
Quando se perde o centro de si mesmo,
Como deixar de ser você
Tornando-se algo conveniente,
Para adequar-se as expectativas alheias.
Perdendo seu ego para inflar o ego alheio.
A crueldade a que me submeti,
Nunca fez sentido.
Até descobrir que o banquete era falso,
E que o real nasceu ali, mas era independente,
E continuaria a ser real em qualquer tempo e
Lugar aonde minha alma houver.
Até mesmo o falso banquete
Tornou-se real quando da descoberta
Do banquete falso.
E minha alma está voltando
Aos pouquinhos,
Devagarzinho,
A inflar a mim.
04/06/2012
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