Feras andam soltas na colina,
onde se veem 93 números enfileirados cantando no vácuo.
Sombras mortas se retorcem, jogando-se aí das vivas.
Olhar é não se comprometer; ver é se entregar às orgias.
Atravessar o pântano é se tornar pântano e amar o pântano.
De longe, uma miragem acena e é tão nublada quanto o pântano.
Mas vai além, lá onde se guarda o tesouro do Graal, que está além dessa terra infértil de ilusão.
Ele está entre a divisa dos sonhos, da vigília e da morte — a Santa Morte.
E as feras andam soltas na colina,
mas veja que uma a uma são pavorosas tanto quanto alimentam.
Quem sabe o louco,
quem sabe o louco.
Qual louco está na perspectiva?
Se ele é subjetivo, vê o objeto;
Se ele tem o prisma completo,
ele está além das eras.

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