A travessia começa onde não há começo.
Abismo
Não-fundo.
Não ausência.
Colapso da referência.
Só queda.
Quem procura origem já caiu.
Há
Insistência mínima do haver.
Dobra sem chão.
Não é ser.
É vibração antes do sentido.
Consciência Irredutível
Fenda interna do Há.
Auto-afeção mínima.
Fratura, não sujeito.
O “eu” nasce como falha operativa, não como centro.
Vórtex
Campo intensivo pré-formal.
Tensão antes da forma.
Aqui a magia opera: não representa, inflexiona.
Potências sem rosto, sem promessa.
Fenômeno
Forma, corpo, mundo, tempo.
Estabilização ritual do delírio.
O real é conjurado, não dado.
Não-Nascido
Retorno sem retorno.
Postura sobre o abismo visto.
Agir sem chão.
Ética da fratura: operar apesar, e por causa, do colapso.
Eu não afirmo fundamento.
Eu habito a falha.
O rito não salva: ele atravessa.
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