Há um comensal
que, por direito,
serve a um amo
que reza a regra
na catedral íntima de sua própria esquizofrenia.
Há um juiz, um pagão e um santo, e todos são a mesma coisa!
Caoticante, caoticante, caoticante...
porque três é como um,
e como dois,
e como nada,
e como tudo!!
Devo beijar os beija-flores
e anarquizar os odores,
e deliberar sobre a profundidade
que se dá nos viscos de um velório de hoje, repugnantemente absoluto!
O comensal sou eu, e o resto é fúria, magnetismo e torpor.
A dor da vida é fingir memórias para se agonizar!
Esqueça: um circo trágico, patético e efêmero a soprar!
Leve e trágico, dependendo do olhar.
Em muitas correntes filosóficas, o conceito de devir é central para entender como a vida, o ser, a matéria e o espírito estão em constante movimento. O devir é o processo de transformação, mudança contínua, que nunca se concretiza em um estado final ou estático. Mas e se, ao pensarmos sobre o devir, pudermos também questionar o que está se transformando, como ele se origina e, principalmente, de onde vem essa força transformadora? Quando exploramos o devir-mulher, como o entendo aqui, não se trata apenas de uma mudança fluida, aberta e indefinida, como nos propõem Deleuze e Guattari. O que está em jogo não é apenas um movimento sem forma ou uma transição indefinida, mas uma essência primordial, que se conecta diretamente com a própria base da vida humana e natural. O devir-mulher não é apenas um potencial de transformação, mas a própria força vital, a energia que mantém os seres e suas relações em continuidade. A mulher, nesse devir, é a representação dessa força unificadora, um elo es...
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