Não venham impedir o amor.
Deixem-no escorrer com seu escarlate — borra de vinho.
Todos os zunidos são meus!
Meus, meus, meus!
Cada sílaba está prostada no altar.
Se fecho os olhos
e me encanto com um espectro sucumbido à vaidade,
sei de sua sobriedade!
Se vampirizo os desatinos da leviandade,
sei também do peso de sua
hombridade!
Se um agudo grito vem aos meus ouvidos,
sinto os surdos que levo comigo!
Deixem que escorra o que se diz amar,
pois, na tentativa das vísceras ancestrais
(eu sei, já as praguejei),
mas delas hei de vingar o pai,
fazer nascer o filho em plena noite da mãe.
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