Chão insólito de novo ano
Novo ano de um novo ano
De um novo ano.
Sem medo, o que sobra são apostas
Só que apostas ainda são gêneros
Entre o fluxo e a minha contingência,
São gêneros escolhidos, se bem, a apontar no prumo.
O mundo é, para nós, um navegado navegante, e não o contrário.
Mantém-se insólito o que é mutante
E o inesperado é sempre participante dessa ceia farta
De cada novo ano que percebo passar, diria-se em um instante,
Mas digo: tempo não cabe
Quando só há ano novo.
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