Antes do que chamam Eras
Parti-me em vazio obscuro e abismo
E assim, sem uma parte da minha potência,
Caí do inominável para o nome.
Em dimensões de tesseracts escaláveis,
Entrecruzados por tênue tecitura osmótica,
O que era sem ser passou a contabilizar-se,
Pueril, em partículas, átomos, estrutura , e eu.
E se eu tenho um hoje é por falta
Daquilo que de mim se desprendeu.
E se faço arte, é para elucidar
A subtração da parte que me aferia à inominabilidade.
Então, no encontrar me inteira
Diante de face outra,
Que se cumpra a pira:
Yoni e Lingam,
Sem nome novamente.
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