Tudo tem sua realidade. Antes de negar, tomarei por real todas as coisas. Se a própria realidade é que nada tem realidade por si só, então, do ponto de vista das coisas, elas são reais.
Parti de uma desconstrução dos conceitos, onde nada é real. Mas, mesmo que isso seja verdadeiro, essa postura me afastaria de agir no grande fundo universal—o fundo mágico. As costuras de significados que são e produzem efeitos dentro desse fundo, no plano astral, são, portanto, simultaneamente reais e irreais.
Negar a realidade das coisas seria negar o próprio fluxo dessas costuras. A realidade não é um absoluto fixo, mas um jogo de forças e sentidos que se entrelaçam, emergem e desaparecem. Em vez de desconstruir para dissolver, desconstruo para permitir que as coisas se manifestem sem fixá-las em uma negação ou afirmação rígida. A magia está na maleabilidade das realidades, não na busca por uma verdade últi
ma.
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