Não há concessões
quando se trata de meu ente.
Dos paraísos lúdicos aos infernos delirantes,
da calmaria singela de uma tarde de preguiça
ou em meio a atrocidades que rasgam meu cotidiano,
nada disso diz nada
se meu ente se pronuncia.
Doutrinas, gurus ou qualquer coisa que valha
são apenas alegorias onde meu ente se alimenta.
Quer ver a realidade?
Olhe a serpente dos encontros
fortuitos, ou mesmo nos bobos.
Só há um ente a ver real.
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