Se quisesse me comer a carne até os ossos,
E visse que isso não sacia sua fúria
E sempre implorasse
Por mais
E mais...
Se vestisse minha pele
E visse além dos seus desejos
Mais um amontoado de prazer sedento por satisfação
E sua carne se transformasse então em combustão
Única saída de dois
Fogo, flamígera
Dança, lampejos
Sem mais
Desejos
Apenas combustão
Queima nosso ventre no
Irredutível
E vai e volta
Nas eras vagas de nossa frágil memória
Agindo no sempre
Lambendo o futuro
Rasgando o passado.
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