Kaos
Rasga o céu azul numa tarde rotineira,
com milhões de formas — abutres em revoada sangrada.
Noite na encruzilhada, silenciada pelo meu tinido.
Andança para um destino no tempo errante, transluzente, alucinante.
Meticulosa sapiência nos cílios postiços, emaranhados em crucifixos.
Rezas que determinam o éter.
Calor que suplica ardência, ardência que só quer arder.
Todo corpo se transborda sem fronteiras, amante da confusão.
O interdito só é prescrito — nunca é definição.
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