É normal se sentir o cocô do cavalo do bandido, mais até, quer dizer, menos.
Mesmo quando se flerta com a autopiedade, ela se revela uma piada contada por uma voz interna que já não te dirige.
Você sofre com toda a verdade escancarada nas suas fuças; não há para onde fugir dessa voz.
Mas você sabe muito além dela, e todo o julgamento que ela opera parece funcionar como engrenagens quebradas de um relógio que volta sempre ao mesmo segundo.
A verdade se abre em fractais, e você é forçado a reconhecer verdades outras, saber de todas elas.
E por isso, o julgar, que era imperativo do som interno, passa a não ser: única justificativa para dar-se em ser.
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