Eu sou um paradoxo incontrolável
Ser é se dar ao nada e de nada ter surgido
Um crepusculo eterno sempre adivindo
Tão mais simples não ser nada
e de nada crer- se tudo ser
Crer essa é minha sina
Eu sou tão ingenua me vendo crer em tudo,
Todas as histórias são criveis
todo ato gera ato
E todos os entes são tão perfectiveis em sua emanação caminhante
que se olhar de perto dá para se entender onde começa a nascente
que levou a enxorrada.
Ponto sem saída é o há que jaz eternamente e não há o que se faça no há.
Irredutivel instante de se haver é só...
Não tarda nunca, pois só há.
Então todos ser que se agarra em instantes
fabulando sua historicidade
cabula o há,
adorando a fabula
e deixando de haver.
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