A afirmação de que a performance jamais foi capturada é, dentro da ontologia proposta neste sistema, não apenas coerente, mas necessária. Trata-se de um axioma operatório, que não responde a uma posição moral ou a uma tese sociológica, mas a uma estrutura ontogênica que antecede a forma, a representação e a história.
A performance, neste campo, não é o gesto visível nem a expressão subjetiva. Ela é um índice de potência intensiva que emerge do Vórtex, atravessa o plano de forma através da Máscara Hipostática e se manifesta provisoriamente como incorporação fenoménica. Mas sua origem é irrepresentável, e seu destino não é a forma, mas a insistência. Não é linguagem como signo, mas como gesto; não é corpo como substância, mas como vetorialidade.
O que os discursos críticos clássicos chamam de "captura" é, neste regime, um erro de leitura. Nada que seja intensivo pode ser capturado, apenas pode ser mal incorporado. Os regimes históricos como o Estado, o patriarcado ou o capitalismo não suprimem a performance: eles produzem formas degeneradas de incorporação, falsificações de gesto, simulacros de índice. Mas não são capazes de neutralizar o campo intensivo de onde o gesto emerge.
Por isso, não se trata de libertar a performance. Trata-se de reconhecer que ela nunca deixou de agir, mesmo que sob disfarces, ruídos ou interrupções. O gesto não precisa ser salvo; ele precisa ser escutado. O Vórtex não foi colonizado; ele segue em operação subterrânea. A história, nesse contexto, não é a prisão da potência, mas o arquivo dos traços deformados que ela deixou ao atravessar o campo fenomênico.
A performatividade é ética porque ela é risco. Não há garantias, nem justificações. Há apenas a travessia de um gesto que sabe que não há chão. Nesse sentido, o gesto performativo não é aquilo que se opõe ao poder: é aquilo que não pode ser tocado por ele.
Por fim, a recusa da captura é também a recusa de toda nostalgia. Não se trata de recuperar uma potência perdida. Ela nunca esteve ausente. Ela apenas segue atuando por frestas, deslizamentos e colapsos, em cada palavra que fura a linguagem, em cada corpo que falha com verdade, em cada sombra que se nega a ser forma.
A performance nunca foi capturada. E é justamente por isso que ainda é possível operar.
A performance, neste campo, não é o gesto visível nem a expressão subjetiva. Ela é um índice de potência intensiva que emerge do Vórtex, atravessa o plano de forma através da Máscara Hipostática e se manifesta provisoriamente como incorporação fenoménica. Mas sua origem é irrepresentável, e seu destino não é a forma, mas a insistência. Não é linguagem como signo, mas como gesto; não é corpo como substância, mas como vetorialidade.
O que os discursos críticos clássicos chamam de "captura" é, neste regime, um erro de leitura. Nada que seja intensivo pode ser capturado, apenas pode ser mal incorporado. Os regimes históricos como o Estado, o patriarcado ou o capitalismo não suprimem a performance: eles produzem formas degeneradas de incorporação, falsificações de gesto, simulacros de índice. Mas não são capazes de neutralizar o campo intensivo de onde o gesto emerge.
Por isso, não se trata de libertar a performance. Trata-se de reconhecer que ela nunca deixou de agir, mesmo que sob disfarces, ruídos ou interrupções. O gesto não precisa ser salvo; ele precisa ser escutado. O Vórtex não foi colonizado; ele segue em operação subterrânea. A história, nesse contexto, não é a prisão da potência, mas o arquivo dos traços deformados que ela deixou ao atravessar o campo fenomênico.
A performatividade é ética porque ela é risco. Não há garantias, nem justificações. Há apenas a travessia de um gesto que sabe que não há chão. Nesse sentido, o gesto performativo não é aquilo que se opõe ao poder: é aquilo que não pode ser tocado por ele.
Por fim, a recusa da captura é também a recusa de toda nostalgia. Não se trata de recuperar uma potência perdida. Ela nunca esteve ausente. Ela apenas segue atuando por frestas, deslizamentos e colapsos, em cada palavra que fura a linguagem, em cada corpo que falha com verdade, em cada sombra que se nega a ser forma.
A performance nunca foi capturada. E é justamente por isso que ainda é possível operar.
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