Os sistemas mágicos, especialmente os ocidentais, parecem limitados pela linguagem. Tudo o que tentam alcançar soa superficial, raso. Não pretendo me isolar como uma eremita, mas trabalhar com eles de forma pragmática, utilizando o que me é útil. Diante disso, só posso ser direta, manipulando aquilo que está ao meu alcance, ainda que a experiência muitas vezes se assemelhe a conversar com crianças.
É difícil levar tudo a sério; o mundo parece pateticamente ridículo. Ainda assim, as motivações surgem nos lugares mais inesperados — podem ser um mendigo na rua, uma briga ou qualquer outra coisa que pulsa com a crueza da vida real. No final, eu vim só e vou só. O que sinto não muda muito, a não ser por me dar peso nos intentos — fluxos que podem ser aproveitados. Eu sinto, mas tenho plena consciência de que isso não faz sentido para mais ninguém além de mim. O fim é sempre egoísta.
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