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Nossa realidade não determinística



Bolhas de percepção sofrendo alterações
em contado com o meio.

Qualquer percepção chega através dos sentidos dispostos,

mas esses sentidos se alteram, sofrem mutações e na maioria

da vezes não são plenamente usados.

O meio exterior simplesmente interage com essa bolha

que busca se manter em acontecimento

por tanto o meio não busca acontecer.

Para se manter em acontecimento essa bolha qualifica o que a faz viver

e o que a faz não viver e faz trocas com o meio mantendo o equilíbrio

dessas qualificações em prol de mais acontecimento.

A bolha é formada do próprio meio que se diferencia até a singularidade.

Por tanto a bolha é o meio se diferenciando até o acontecimento.

A percepção na bolha não integra a totalidade do meio,

mas uma perspectiva singular do meio.

Então a bolha só pode representar o meio diante sua singularidade e não a totalidade do meio.

Há no meio níveis de singularização que interagem como num relógio de engrenagem de tempo sobrepostas em camadas delimitadas por degrades que se interferem.

Que maravilha ser a singularidade do Todo em acontecimento!
 
Já que a bolha não consegue ver o todo
ela precisa criar dentro de si, do seu meio interno,
um ambiente que tal qual o meio de fora, livre das percepções de que é
produzida.
Assim dentro de si ela singulariza para si mesma o meio externo e essa
sua singularização pode se manter no meio externo após sua bolha inicial
ser absorvida pelo meio externo.
Para simular o meio externo no meio interno é necessário através da abstração
eliminar as qualificações.
A abstração pode construir dentro da bolha uma simulação do estado no meio externo
que se mantém pela diferença em relação ao meio interno e pode ser mantida após
a absorção da bolha inicial por manter sua singularidade:
uma película de informação do conhecimento das qualificações sem a necessidade
de manter troca com o meio externo pois está em estabilidade com esse.

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