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Nas sociedades primevas a maneira de pensar o mundo era diferente. Durante milhares de anos comunidades viveram num mundo onde a intuição e observação das correntes de tecitura da realidade banhavam o ente na magia pura. Onde não havia a dualidade como conceito estabelecido e entranhado no tempo, essa sucessão de momentos seguido infinitamente não existia. Sem o tempo como linearidade e com tudo sendo o mesmo já que a dualidade ainda não havia sido inventada, a interação entre os entes podia ser percebida também como uma única coisa, e essa coisa que estava em tudo era a magia. Uma trama que se constrói para todos os lados, plena. Lá, onde não havia ainda um conceito dualidade, o ente podia ir e vir de dimensões hoje insondadas com a leveza da inocência, sem os ressentimentos nietzschiano pois estava longe de parâmetros decalcados.
Uma visão:
“O mapa é aberto, é conectável em todas as suas dimensões, desmontável, reversível, suscetível de receber modificações constantemente. Ele pode ser rasgado, revertido, adaptar-se a montagens de qualquer natureza, ser preparado por um indivíduo, um grupo, uma formação social. Pode-se desenhá-lo numa parede, concebê-lo como obra de arte, construí-lo como uma ação política ou como uma meditação.” (DELEUZE e GUATTARI, 2002, p.42)
Texto
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