Hoje há uma coisa,
coisa, pois não consigo descrever.
Há uma presença,
um algo etéreamente concreto
se espalhando
e movimentando motores,
gerando colapsos
e prazeres.
Perceba:
há, no haver,
algo
que quase nunca se dispõe,
mas que sempre se compoem,
como isso, rima facil.
Isso ronda agora,
sem chegar,
sem sair.
Há clamores, o verbo que constrói verdades!
Há silencio, o verbo que diz assim seja!
Há tudo isso, e eu pequena no meu avesso
vejo os sonhos nitidos dos que se dizem eu!
Não se anuncia,
não se impõe,
apenas insiste.
E nessa ronda
há,
no haver,
o que não se dispõe.
Nessas horas,
dessas décadas a cravar,
a gente mesmo se atualiza,
mas a ronda é feroz —
tacanhos algozes.
Quem tem olho
para ver?
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