Temos antes de convir o que chamamos de realidade é uma convenção fantasiosa.
Nada a natureza convém, apena é. O logos trouxe essa fantasia de ser e aprendeu a contar, a medir, a comparar, a ver uma progressão de sequência de fatos totalmente fantasiosos, cada vez mais medidos e qualificados.
O logos se tornou referência e tudo mais era além dele mesmo.
As pobres criaturas foram imbuídas de razão, e para ser é preciso ter razão.
Mas voltemos a convenção, tudo, exatamente tudo é percepção, não há como provar em última instancia porra nenhuma. O que se sabe é o que se percebe, nada mais. Sabe-se que eu vou morrer, mas nem mesmo isso se sabe, sabe se apenas um fragmento, por que a percepção se encerra ali, o que de fato é essa bagunça organizada de micropartículas buscando mais caos, a razão não sabe. O logos fantasiou para si mesmo a convir o que lhe era razão.
Então o logos se sabe uma falácia buscando razão em si mesmo quando não há razão.
Talvez a única razão real seja a da necessidade objetiva. Aquela que surge do cruzamento espontâneo de variáveis perceptivas.
Por isso, apesar de estar banhada nesse mar de logos, digo: Menos logos! Eu gostaria de dizer: Abaixo o Logos! Mas ainda tenho razão.
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